O objetivo deste trabalho é abordar a sexualidade na sala de análise por meio dos conceitos de transferência e contratransferência erótica em suas diversas facetas e nuances. Algumas vezes elas aparecem bem sutis, implícitas, outras vezes, de forma contundente e agressiva. O artigo demonstra como o manejo da contratransferência erótica pode nos auxiliar no entendimento dos aspectos transferenciais no setting analítico. Para exemplificar, foram utilizadas três vinhetas clínicas: a primeira trata de uma transferência amorosa não trabalhada na sala de análise, o que resultou na saída precoce do paciente do processo terapêutico; Já a segunda trata da transferência e contratransferência erótica implícitas, trabalhadas na sessão analítica. E a última é o relato de uma transferência erotizada declarada pelo paciente.

Tânia Grassano

Tânia Grassano

Psicóloga, psicanalista, membro efetivo e docente da SBPMG