Freud, em toda a sua obra publicada, fez referência direta ao tema supramencionado quatro vezes. Para o autor, contratransferência se referia aos aspectos não trabalhados do analista, o que era indicativo de que este precisava voltar à sua análise pessoal. Poucos trabalhos sobre o tema foram publicados até 1950, o que se modificou após essa data, com a publicação dos trabalhos de Paula Heimann, na Inglaterra, e de Heinrich Racker, na Argentina. O tema continua atual, complexo e polêmico, o que se evidencia pelo grande número de artigos importantes publicados após 1950. Em consideração aos objetivos e limitações deste trabalho, o assunto não será abordado em toda a sua extensão e profundidade, mas, privilegiando-se alguns autores, o trabalho procurará dar uma visão geral da Contratransferência.

Maria Cristina Dias

Maria Cristina Dias

Psicóloga, psicanalista, docente, membro efetivo da SBPMG com funções didáticas