O presente trabalho apresenta o desenvolvimento dos meus pensamentos acerca da presença dos pais na sala de análise. Tal proposta surgiu em virtude da minha inquietação ao me deparar com a ausência de intimidade com a realidade mental dos pais de crianças analisadas por mim e suas consequências no processo analítico. Sofia, de seis anos, e Rodrigo, de oito, e seus respectivos pais, estão presentes, bem como os referenciais teóricos de Bion, Baranger, Kancyper, entre outros. Proponho que se adote uma conduta ativa de aproximar os pais do processo, pois a presença deles tem a força potencial de ser o continente que protege o setting e a mente em desenvolvimento da
criança.

Ana Carolina Ramon Tiuso

Ana Carolina Ramon Tiuso

Psicóloga, psicanalista, docente e membro efetivo da SBPMG